II.

Difícil suspender o tempo através de uma imagem. Os elementos se repetem tentando estratificar vários pensamentos, mas esses pensamentos resvalam, primeiro em mim, depois da imagem. Materializo várias paradas de um mesmo ser. (Foi o mesmo em cada segundo que passou?). A imagem se interpõe… se espreme… até o tempo calcificar. Assim, jogo uma tinta nele, mas a tinta cai no chão. O que se vê são suas pegadas, seu rastro em um amontoado de imagens que é muito, mas ainda assim é pouco perto do que o tempo significa. Liberta, mas também sufoca. Contemplo a infinitude do tempo e percebo que é grande/pequeno. Grande que amedronta, que espanta, que é terrível. Pequeno por que essa imensidão pode ser sentida ao se olhar por alguns segundos a menina que fecha a porta e vai embora.

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