I.

Solidão para começar a escrever. Quem se importa? A quem importa falar sobre o outro? Se todos falam sobre si?

Por que escrever diariamente até o fim desse experimento?

A quem interessa?

Solidão de se começar a escrever sobre algo que talvez alguém nunca lerá. Como um capitão a escrever uma carta no navio que se afunda, então tudo se perde na imensidão azul escura, tão escura de se enegrecer que dilui esse papel e tudo o mais que escrever em silêncio e vapor de nuvem, no fundo, espero mesmo que esteja teclando para uma sinfonia de caracteres perdidos, que, no fundo, exista um outro eu [que] é capaz de pegar as letras que escrevo viajando com as nuvens e então amalgama-las para que tenham sentido e propósito, assim um dia olharei pela janela e encontrarei minha palavra/nuvem/vapor/ sentida e amalgamada.

Talvez assim entenda o motivo disso.

 

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